Estarei expondo aqui algumas informações importantes à respeito da Bíblia – a Palavra de Deus, pois muitos são ignorantes a esse respeito! Chegando a pensar que a Bíblia não merece crédito! Tratando-a, assim, como se fosse um livro de Contos e Fábulas!!
1)De onde surgiu o termo “Bíblia”?
Originário do grego, o termo bíblia significa “livros”, ou “coleção de pequenos livros”. Atribui-se a João Crisóstomo a disseminação do uso desse vocábulo para se referir à Palavra de Deus. No Ocidente, a palavra em questão foi introduzida por Jerônimo – tradutor da Vulgata -, o qual, costumeiramente, chamava o Sagrado Livro de Biblioteca Divina.
A palavra bíblía é o plural de biblos. Os gregos assim chamavam os rolos, nos quais escreviam as suas obras, numa clara referência ao centro produtor desse material- a cidade de Biblos (no Antigo Testamento, a cidade de Gebal), localizada na costa mediterrânea ocupada hoje pelo Líbano.
Desde João Crisóstomo e Jerônimo, os livros do Antigo e do Novo Testamentos passaram a ser universalmente conhecidos como a Bíblia, na qual judeus e cristãos baseamos a nossa fé. Os primeiros reconhecem apenas a primeira parte das Escrituras – o Antigo Testamento; os segundos consideram tanto a sua primeira quanto a sua segunda parte como a palavra inspirada, inerrante e infalível de Deus.
2)Quem é o autor da Bíblia?
A Bíblia Sagrada é um livro de dupla autoria. Se, por um lado, foi inspirada por Deus; por outro, não podemos nos esquecer de ter sido ela escrita por homens que estiveram sob a inspiração e supervisão do Espírito Santo:
“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça;
Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.” 2 Tm 3:16-17
“E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça, e a estrela da alva apareça em vossos corações.
Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação.
Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.” 2Pe 1:19-21
É por isso que, ao lermos as Sagradas Escrituras, ouvimos Deus nos falar de maneira única e singular pelos lábios dos santos profetas e apóstolos. A Palavra de Deus, de fato, é uma só; os estilos, porém, são os mais diversos, pois o Espírito Santo inspirou e capacitou cerca de quarenta diferentes autores, a fim de que, num período de aproximadamente 1.600 anos, nos produzissem o Livro dos livros.
3)Estrutura da Bíblia – Como foi formada?
A Bíblia está dividida em duas partes: Antigo e Novo Testamentos. Aquele consagrado com o sangue de animais e este com o Sangue Precioso do Filho de Deus – Nosso Senhor Jesus, o Cristo! Está escrito:
“Porque, se o sangue dos touros e bodes, e a cinza de uma novilha esparzida sobre os imundos, os santifica, quanto à purificação da carne,
Quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará as vossas consciências das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo?
E por isso é Mediador de um novo testamento, para que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia debaixo do primeiro testamento, os chamados recebam a promessa da herança eterna.
Porque onde há testamento, é necessário que intervenha a morte do testador.
Porque um testamento tem força onde houve morte; ou terá ele algum valor enquanto o testador vive?
Por isso também o primeiro não foi consagrado sem sangue;
Porque, havendo Moisés anunciado a todo o povo todos os mandamentos segundo a lei, tomou o sangue dos bezerros e dos bodes, com água, lã purpúrea e hissope, e aspergiu tanto o mesmo livro como todo o povo,
Dizendo: Este é o sangue do testamento que Deus vos tem mandado.
E semelhantemente aspergiu com sangue o tabernáculo e todos os vasos do ministério.
E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão.
De sorte que era bem necessário que as figuras das coisas que estão no céu assim se purificassem; mas as próprias coisas celestiais com sacrifícios melhores do que estes.
Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer por nós perante a face de Deus;” Hb 9:13-24
I) Antigo Testamento
Este está dividido em quatro grupos: Lei, Históricos, Poéticos e Proféticos.Somando um total de 39 Livros. Na Bíblia hebraica, entretanto, seus livros seguem uma outra disposição.
a)Lei. É a primeira parte do Antigo Testamento composta de cinco livros: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio.
b) Livros Históricos. São 12 livros: Josué, Juízes, Rute, 1° e 2° Samuel, 1° e 2° Reis, 1° e 2° Crônicas, Esdras, Neemias e Ester .
c) Livros Poéticos. São cinco: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cantares de Salomão. Jó, Provérbios e Eclesiastes são chamados também de Sapienciais; ou seja: de sahedoria prát ica.
d) Livros Proféticos. Estão subdivididos em Profetas Maiores: Isaías, Jeremias, Lamentações, Ezequiel, Daniel; e Profetas Menores: Oseias, Joel, Amós, Obadias, ,Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.
O Antigo Testamento foi escrito originalmente em hebraico, com exceção de Esdras 4.8-6.18; 7,12-26; Jeremias 10.11 e Daniel 2.4-7.28, compostos em língua aramaica.
II) Novo Testamento
Este está constituído por 4 Evangelhos e 23 Epístolas!!Somando um total de 27 livros escritos originalmente em grego que era a língua universal naquela época, como o inglês é hoje!
a) Evangelhos: Mateus, Marcos, Lucas e João
b) Epístolas: Atos, Romanos, I e IICoríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, I e II Tessalonicenses, I e II Timóteo, Tito, Filemom, Hebreus, Tiago, I e II Pedro, I, II e III João, Judas e Apocalipse!
4)Por que faltam 7 livros na Bíblia adotada pelos Evangélicos?
Ao contrário do que muitos pensam a Comunidade Evangélica não removeu Livro algum da Bíblia. Ela apenas respeitou a posição adotada pelos Judeus sobre o que é Escritura Sagrada! Quando Jesus andou aqui na Terra em carne, o Cânon Judaico,i.e., O Antigo Testamento Hebraico já estava finalizado!Isso sem os 7 Livros(I e II Macabeus,Tobias,Judite,Sabedoria, Eclesiástico e Baruque, além de uns acréscimos aos Livros de Ester e Daniel) que são considerados apócrifos - Livros Hitóricos, mas não Inspirados!Veremos a seguir evidencias que depoem a favor da organização sem os apócrifos!
I) Canon Judaico
1. As Escrituras Sagradas dos judeus.
A Bíblia dos judeus é o Antigo Testamento hebraico que, hoje, eles chamam de Tanach; sigla esta que vem das palavras Torah Neviym Vechetuvym, e significam respectivamente “Lei, Profetas e Escritos” – as três principais divisões do Antigo Testamento. Os 12 Profetas Menores são um só livro e, da mesma forma, os dois livros de Samuel, Reis, das Crônicas, Esdras e Neemias que na sua totalidade somam 24 livros.
2. O arranjo dos livros do Antigo Testamento Hebraico.
Esses 24 livros são exatamente os mesmos 39 livros do nosso Antigo Testamento. Eles estão dispostos e organizados de forma diferente no cânon judaico. NInguém deve perder de vista a classificação a seguir:
a) A Torah: o nosso Pentateuco na mesma seqüência como em nossas Bíblias: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio.
b) Os Neviym: Estão subdivididos em 2 partes: Os Profetas Anteriores: Josué, Juízes, Samuel e Reis; e os Profetas Posteriores: Isaías, Jeremias e Ezequiel mais os Doze Profetas Menores.
c) Os Vechetuvym: Compõem a I terceira seção, e estão subdivididos em 3 partes, representadas pelos Livros Poéticos: Salmos, Provérbios e Jó; os Megilloth, “Cinco Rolos”: Rute, Cantares, Eclesiastes, Lamentações e Ester; e, os Livros Históricos: Daniel, Esdras-Neemias
e Crônicas.
3. O Cânon ratificado pelo Senhor Jesus.
Ele fez menção do cânon sagrado quando declarou: “São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: Convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na Lei de Moisés, e nos Profetas, e nos Salmos” (Lc 24.44). A “Lei de Moisés” é uma referência à primeira parte do Antigo Testamento que são os cinco livros de Moisés. Os “Profetas” são uma referência à segunda parte dessas Escrituras. A terceira parte do cânon, Jesus denominou “Salmos” porque este livro encabeça os Vechetuvym, “Escritos” ou “Hagiógrafos”, palavra grega que significa “escritos sagrados”. Assim podemos afirmar que o Senhor Jesus referiu-se ao cânon judaico com suas três principais divisões.
4. O Cânon Judaico mencionado por Josefo.
Flávio Josefo menciona esse cânon sagrado com as mesmas três partes: “Cinco são de Moisés; os profetas que sucederam a esse admirável legislador escreveram treze outros livros; e, os outros livros, contêm hinos e cânticos feitos em louvor de Deus e preceitos para os costumes”.
Os “outros livros” são uma referência aos Hagiógrafos. Josefo fala de 22 livros, pois havia na sua época a tentativa de associar esses livros às 22 letras do alfabeto hebraico, unindo Rute a Juízes e Lamentações a Jeremias. Ele não foi o único a considerar o cânon judaico como um conjunto de 22 livros.
II) Apócrifos
1.Os apócrifos nas edições católicas da Bíblia.
São 15 livros na sua totalidade e, sete deles são, hoje, os conhecidos apócrifos inseridos nas edições católicas da Bíblia por determinação do Concílio de Trento (1545-1563). A palavra vem do grego, apokriphos, que significa “escondido”, e era usada para literatura secreta, ligada a mistérios. São eles: os dois livros dos Macabeus, Tobias, judite, Sabedoria de Salomão, Eclesiástico, Baruque e os acréscimos aos livros de Ester e Daniel (três acréscimos). Jerônimo inseriu-os na Vulgata Latina como apêndice histórico e informativo e não como inspirados por Deus.
2. O testemunho de Josefo contra os apócrifos.
Logo que josefo menciona os livros do cânon judaico de seus dias, faz menção dos apócrifos quando afirma: “Escreveu-se também tudo o que se passou desde Artaxerxes até os nossos dias, mas como não se teve, como antes, uma seqüência de profetas, não se lhes dá o mesmo crédito que aos outros livros de que acabo de falar”. Ele mostrou a separação que havia entre os livros inspirados e aceitos como sagrados e os demais livros.
3. O testemunho dos judeus contra os apócrifos.
Era crença dos judeus dos tempos interbíblicos que a revelação divina se havia encerrado com Esdras, mas aguardavam o reavivamento da palavra profética com a vinda do Messias. Usavam Joel 2.28-32 e Malaquias 4.5, 6 para fundamentar essa crença. Usavam ainda a tese de que não podiam ser aceitos como livros do cânon sagrado aqueles que não fossem escritos originalmente em hebraico, e os apócrifos foram produzidos em grego. Essa tese foi usada no Sínodo de Jamnia, realizado em 90 d.e., quando o cânon do Antigo Testamento foi esquadrinhado pelos eruditos judeus.
4. O testemunho interno contra os apócrifos.
Os livros apócrifos apresentam erros doutrinários que destoam das Escrituras inspiradas. Ensinam heresias como a oração pelos mortos (2 Macabeus 12.38-45). Contêm erros históricos, geográficos e anacronismos (Tobias 1.3-5). O segundo livro dos Macabeus termina pedindo desculpa pelo conteúdo do livro: ” … porei fim aqui a minha narração. Se está bem como convém à história, isso é o que eu desejo; mas se, pelo contrário, é vulgar e medíocre, não pude fazer melhor” (2 Macabeus 15.38, 39).
Portanto, pelo que foi exposto acima, não há dúvidas à respeito do porquê os Evangélicos não adotam os apócrifos como Livros Inspirados por Deus!! A Palavra de Deus é inerrante, infalível, completa e suprema!!
Continua … na Parte Final(Clique aqui).






